Eu sabia que não devia estar fazendo aquilo, me deixando entregar por um sentimento. Mas não tinha nada nesse mundo que me fizesse parar. Quando ele fechou a porta do seu quarto e me deitou na cama dele, coisas incontáveis passarem pela minha cabeça. Então era essa a hora? Mas eu não deveria estar me sentindo preparada? E nesse momento ele beijou meu pescoço e me fez esquecer qualquer insegurança.
- Confie em mim. – ele sussurrou no meu ouvido.
Eu não conseguia encontrar palavras, então resolvi ficar quieta.
Em um movimento rápido e incrivelmente delicado ele me colocou em cima dele e eu já estava sem a minha blusa. Eu só podia ver aquele rosto perfeito na minha frente. A gente tinha acabado de falar que se odiava, não tinha? Não importava... Não dava mais pra ficar mentindo. A gente nunca se odiou.
Alguns raios de sol começavam a escapar entre as persianas e eu com medo de abrir os meus olhos. De acordar e ver que tudo aquilo havia sido um sonho. Quando criei coragem, eu estava deitada no peito dele, do cara que eu sempre sonhei com que fosse a minha primeira vez. É, realmente isso tudo deveria ser um sonho. E se fosse, eu precisava acordar rapidamente. Dei um jeito de me levantar da cama sem o acordar, peguei as minhas roupas e arrumei o meu cabelo no reflexo do monitor. Era melhor que fosse assim, não haveria dor nem lágrimas. Não para ele. Bom, era o que esperava. Peguei o primeiro papel que vi pela frente e tentei com que as lágrimas não chegassem:
Foi tudo perfeito, como eu sempre sonhei. Obrigada pela noite maravilhosa. Meu vôo está marcado para as 16:00h e olha só, já é quase meio dia. É, eu preciso ir e eu espero que você não fique muito bravo. Talvez se não tivermos de dizer adeus olhando um no olho do outro, as coisas sejam mais fáceis. Chegou a passar pela minha cabeça ficar, mas o seu coração não é só meu, e infelizmente o meu é só seu. Não aceito um acordo que não seja recíproco. Eu pensei que nunca fosse capaz de dizer isso... Mas, adeus Lucas!
Eu te amo,
Mayara.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Nothing but a love story - Parte VI
Talvez eu tivesse sido aquela coisa que ele tinha vontade de experimentar, se valesse à pena ele pegava pra ele, se não... Passava pra frente. Eu podia ter sido simplesmente alguém para ele se divertir quando ele cansasse da Larissa. Mas porque eu não conseguia acreditar nisso inteiramente? Meu coração não conseguia concordar com isso. Mesmo assim, a minha primeira reação foi andar mais rápido, e pegar o primeiro ônibus pro aeroporto que eu visse na minha frente. Não me importava mais nada, eu já não tinha mais motivos para ficar ali. Ah não, lágrimas denovo não. Eu não podia me render a minha fraqueza. Sequei as lágrimas e andei o mais rápido que pude. Eu não iria olhar para trás!
E então cheguei ao ponto e me sentei. Não consegui olhar para o lado para ver se ele havia seguido em outra direção ou se ele estava vindo para o mesmo lugar que eu. Com a minha cabeça baixa, segurando para que as lágrimas não me entregassem, eu vi seu all star sujo na minha frente e então eu levantei a minha cabeça e ali estava ele, me olhando como se quisesse se desculpar por algo. Mal reparei mais ele havia dado o sinal para o ônibus.
- Eu não vou. Vou para a minha casa. – estava tentando parecer forte.
- Eu acho que a gente precisa conversar.
- Ah, então agora você quer conversar? Pensei que você queria que eu fosse embora.
- Você sabe que eu nunca iria querer isso. – Ele disse estendendo a mão para mim. – Vamos?
- Eu não sei mais de nada.
- Acho que está na hora de saber.
Entrei no ônibus com ele, eu devia saber que eu me renderia fácil. Mas o silêncio insuportável que insistia em perseguir a gente não deu nenhuma trégua. Quando ele deu o sinal para o ônibus parar, algo fez com que o meu coração batesse mais rápido, seria um pressentimento? Eu odiava esses meus pressentimentos.
Quando descemos do ônibus parecia que eu havia levado um choque. No portão da casa dele estava a Larissa, de braços cruzados, como se estivesse esperando o Lucas para lhe dar uma bronca. Ah meu Deus o que eu ainda estou fazendo aqui? Eu me perguntava isso de cinco em cinco segundos. Não consegui me aproximar dela, deixei com que o Lucas fosse sozinho. Eu podia ser fraca, podia ser uma chorona, mas eu não era cara-de-pau. Foi ai que eu preferi ter um ataque epilético e cair no chão. Quando o Lucas se aproximou da Larissa, ela pulou em seus ombros e o beijou. Digamos que era uma cena que sempre havia imaginado, mas sinceramente, eu não queria presenciar.
Eu já não tinha mais forças para segurar as minhas lágrimas, que agora eram de raiva. O que eu queria naquele momento era sumir. E foi o que eu fiz. Bom, pelo menos tentei. Por pouco eu não sai correndo.
Enquanto eu andava rapidamente pela rua eu não conseguia deixar de me culpar por cada passo que eu dei, que eu sabia que isso poderia acontecer, que isso tinha 99% de chance de acontecer. Mas como sempre eu quis me enganar, quis ter um momento de felicidade. E eu tive, fui feliz como nunca imaginei ter sido. Felicidade de pobre dura tão pouco.
Eu não sabia para onde eu estava indo, apenas seguia reto. Foi aí que eu percebi que estava entrando em lugares completamente desconhecidos, que eu não havia passado nem de ônibus. Era só o que me faltava, com menos de uma hora para escurecer e eu perdida em Curitiba. Eu era a pessoa mais sortuda do mundo. Agora falta mais o que? O Lucas aparecer correndo atrás de mim e me salvar de bandidos malvados?
- Mayaraaaaaa. – era a voz dele, mas eu não queria olhar para trás, eu não queria acreditar que eu iria ver aqueles olhos denovo e que eu acabaria me rendendo. – Mayara, é você?
Eu parei de andar, mas ainda não conseguia olhar para trás. Contei cada passo dele. Ele não estava muito longe de mim. Trinta e cinco passos depois ele tocou o meu ombro e eu me virei. Covarde! Covarde! Covarde!
- Me desculpa, eu não sabia que ela...
- Não Lucas, não faça isso. É pior. – lágrimas estúpidas.
- Eu não queria que fosse assim, você sabe que eu gosto de você mas...
- Você gosta dela.
- É.
- ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO VAI FICAR COM ELA DE UMA VEZ POR TODAS!? – gritei com todas as minhas forças, eu já não agüentava mais.
- É isso que você quer?
- Por que você se faz de bobo? Claro! Eu vim aqui para Curitiba porque eu adoraria te ver beijando aquela menina, eu vim para Curitiba porque eu queria ajudar vocês dois ficarem juntos. Entendeu Lucas? Entendeu? Eu te odeio! Eu te odeio!
- É muito mais difícil conversar com você do que eu imaginava. – disse ele virando as costas e andando em direção de onde tínhamos vindo.
- Então por que veio atrás de mim? Deixava-me se estuprada por qualquer um! Quem sabe eu podia morrer e eu te deixaria em paz!
- PARE DE FALAR BOBAGEM MAYARA! – ele deu um grito, mas continuava de costas para mim.
- Eu só falo bobagem, eu sou louca, você se esqueceu? Deve ter se esquecido! – como eu podia ser irritante quando era determinada a deixar alguém com remorso.
- Claro que esqueci Mayara, Claro!
- Eu te odeioooo!!
- Eu te odeio mais!
- Por que você não vai embora então?
- O que você acha que eu to fazendo? – agora estávamos a alguns passos da porta da casa dele. – Eu só não sei o que você está fazendo atrás de mim.
- Eu também não sei. – eu disse parando em frente a casa dele.
- ADEUS MAYARA, ADEUS! – sem olhar nos meus olhos ele bateu o portão na minha cara.
E tudo estava acabado, a história que tínhamos, quer dizer, que eu tinha sonhado para nós dois havia se encerrado ali. A ilusão de que eu teria o meu final feliz tinha se encerrado. Eu não tinha forças para sair andando agora, para conseguir um ônibus ou um táxi que me levasse para o aeroporto. Eu não conseguia mais pensar nada. E então me joguei na calçada com a cabeça entre as minhas pernas e me rendi às lágrimas, que agora saiam com uma dor incontável. Eu o amava tanto que me machucava toda vez que eu pensava nessa palavra. Amor. Amor era para fracos. Eu era fraca.
Eu estava tão mergulhada em todas as minhas lamentações que ouvir o portão se abrir foi quase que acordar de um pesadelo. E ali estava ele, em frente ao portão... Imóvel. Essa era uma cena que eu nunca havia imaginado. Lágrimas saiam de seus olhos, seus lindos olhos. E por incontáveis milésimos de segundos, nos encaramos. Eu podia sentir a dor em seu olhar, a mesma dor que eu estava sentindo. Ele me amava. Sim, ele me amava. Levantei-me e fui em direção a ele sem conseguir desviar meu olhar. Aproximei-me e o abracei.
- Eu não te odeio – eu disse próxima ao ouvido dele.
- Você sabe que eu também não. – ele era lindo até chorando.
E então ele me beijou, lentamente. Como se isso nos oferecesse perigo.
- Não devíamos...
- Shhhh. – ele me beijou novamente, agora mais intensamente.
E então cheguei ao ponto e me sentei. Não consegui olhar para o lado para ver se ele havia seguido em outra direção ou se ele estava vindo para o mesmo lugar que eu. Com a minha cabeça baixa, segurando para que as lágrimas não me entregassem, eu vi seu all star sujo na minha frente e então eu levantei a minha cabeça e ali estava ele, me olhando como se quisesse se desculpar por algo. Mal reparei mais ele havia dado o sinal para o ônibus.
- Eu não vou. Vou para a minha casa. – estava tentando parecer forte.
- Eu acho que a gente precisa conversar.
- Ah, então agora você quer conversar? Pensei que você queria que eu fosse embora.
- Você sabe que eu nunca iria querer isso. – Ele disse estendendo a mão para mim. – Vamos?
- Eu não sei mais de nada.
- Acho que está na hora de saber.
Entrei no ônibus com ele, eu devia saber que eu me renderia fácil. Mas o silêncio insuportável que insistia em perseguir a gente não deu nenhuma trégua. Quando ele deu o sinal para o ônibus parar, algo fez com que o meu coração batesse mais rápido, seria um pressentimento? Eu odiava esses meus pressentimentos.
Quando descemos do ônibus parecia que eu havia levado um choque. No portão da casa dele estava a Larissa, de braços cruzados, como se estivesse esperando o Lucas para lhe dar uma bronca. Ah meu Deus o que eu ainda estou fazendo aqui? Eu me perguntava isso de cinco em cinco segundos. Não consegui me aproximar dela, deixei com que o Lucas fosse sozinho. Eu podia ser fraca, podia ser uma chorona, mas eu não era cara-de-pau. Foi ai que eu preferi ter um ataque epilético e cair no chão. Quando o Lucas se aproximou da Larissa, ela pulou em seus ombros e o beijou. Digamos que era uma cena que sempre havia imaginado, mas sinceramente, eu não queria presenciar.
Eu já não tinha mais forças para segurar as minhas lágrimas, que agora eram de raiva. O que eu queria naquele momento era sumir. E foi o que eu fiz. Bom, pelo menos tentei. Por pouco eu não sai correndo.
Enquanto eu andava rapidamente pela rua eu não conseguia deixar de me culpar por cada passo que eu dei, que eu sabia que isso poderia acontecer, que isso tinha 99% de chance de acontecer. Mas como sempre eu quis me enganar, quis ter um momento de felicidade. E eu tive, fui feliz como nunca imaginei ter sido. Felicidade de pobre dura tão pouco.
Eu não sabia para onde eu estava indo, apenas seguia reto. Foi aí que eu percebi que estava entrando em lugares completamente desconhecidos, que eu não havia passado nem de ônibus. Era só o que me faltava, com menos de uma hora para escurecer e eu perdida em Curitiba. Eu era a pessoa mais sortuda do mundo. Agora falta mais o que? O Lucas aparecer correndo atrás de mim e me salvar de bandidos malvados?
- Mayaraaaaaa. – era a voz dele, mas eu não queria olhar para trás, eu não queria acreditar que eu iria ver aqueles olhos denovo e que eu acabaria me rendendo. – Mayara, é você?
Eu parei de andar, mas ainda não conseguia olhar para trás. Contei cada passo dele. Ele não estava muito longe de mim. Trinta e cinco passos depois ele tocou o meu ombro e eu me virei. Covarde! Covarde! Covarde!
- Me desculpa, eu não sabia que ela...
- Não Lucas, não faça isso. É pior. – lágrimas estúpidas.
- Eu não queria que fosse assim, você sabe que eu gosto de você mas...
- Você gosta dela.
- É.
- ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO VAI FICAR COM ELA DE UMA VEZ POR TODAS!? – gritei com todas as minhas forças, eu já não agüentava mais.
- É isso que você quer?
- Por que você se faz de bobo? Claro! Eu vim aqui para Curitiba porque eu adoraria te ver beijando aquela menina, eu vim para Curitiba porque eu queria ajudar vocês dois ficarem juntos. Entendeu Lucas? Entendeu? Eu te odeio! Eu te odeio!
- É muito mais difícil conversar com você do que eu imaginava. – disse ele virando as costas e andando em direção de onde tínhamos vindo.
- Então por que veio atrás de mim? Deixava-me se estuprada por qualquer um! Quem sabe eu podia morrer e eu te deixaria em paz!
- PARE DE FALAR BOBAGEM MAYARA! – ele deu um grito, mas continuava de costas para mim.
- Eu só falo bobagem, eu sou louca, você se esqueceu? Deve ter se esquecido! – como eu podia ser irritante quando era determinada a deixar alguém com remorso.
- Claro que esqueci Mayara, Claro!
- Eu te odeioooo!!
- Eu te odeio mais!
- Por que você não vai embora então?
- O que você acha que eu to fazendo? – agora estávamos a alguns passos da porta da casa dele. – Eu só não sei o que você está fazendo atrás de mim.
- Eu também não sei. – eu disse parando em frente a casa dele.
- ADEUS MAYARA, ADEUS! – sem olhar nos meus olhos ele bateu o portão na minha cara.
E tudo estava acabado, a história que tínhamos, quer dizer, que eu tinha sonhado para nós dois havia se encerrado ali. A ilusão de que eu teria o meu final feliz tinha se encerrado. Eu não tinha forças para sair andando agora, para conseguir um ônibus ou um táxi que me levasse para o aeroporto. Eu não conseguia mais pensar nada. E então me joguei na calçada com a cabeça entre as minhas pernas e me rendi às lágrimas, que agora saiam com uma dor incontável. Eu o amava tanto que me machucava toda vez que eu pensava nessa palavra. Amor. Amor era para fracos. Eu era fraca.
Eu estava tão mergulhada em todas as minhas lamentações que ouvir o portão se abrir foi quase que acordar de um pesadelo. E ali estava ele, em frente ao portão... Imóvel. Essa era uma cena que eu nunca havia imaginado. Lágrimas saiam de seus olhos, seus lindos olhos. E por incontáveis milésimos de segundos, nos encaramos. Eu podia sentir a dor em seu olhar, a mesma dor que eu estava sentindo. Ele me amava. Sim, ele me amava. Levantei-me e fui em direção a ele sem conseguir desviar meu olhar. Aproximei-me e o abracei.
- Eu não te odeio – eu disse próxima ao ouvido dele.
- Você sabe que eu também não. – ele era lindo até chorando.
E então ele me beijou, lentamente. Como se isso nos oferecesse perigo.
- Não devíamos...
- Shhhh. – ele me beijou novamente, agora mais intensamente.
Nothing but a love story - Parte V
O dia amanheceu ensolarado, um clima agradável. Acordei antes do Lucas, então resolvi deixar tudo em ordem. Dobrei o cobertor e coloquei o colchão para cima.
E então decidi ligar o computador, ele não se importaria, né? Bom, era o que eu esperava. Enquanto aguardava o computador ligar e conectar a Internet, sentei-me ao lado dele e o observei dormir, era como se mais nada no mundo pudesse me separar dele, não naquele momento. Como eu era inocente.
Um bipe vindo do computador me fez despertar, percebi que o MSN dele havia se conectado automaticamente. Eu já estava numa invasão de privacidade sem limites, fuçar no computador dele não seria nenhum crime. E é como diz o ditado, quem procura... Acha! E não é que eu achei? Na área de trabalho havia uma pasta chamada Larissa. Fotos, documentos, músicas, tudo que um casal tem um sobre o outro. Porque eu não me conformava que eu nunca teria o Lucas para mim e o deixava para que a Larissa fizesse bom proveito? É, eu não sabia o que acontecia comigo. Eu era completamente conectada a ele, se ele estava mal conseqüentemente eu ficava mal também. O meu estado de espírito dependia do dele. Eu acho que devia levar em consideração o conselho que a Agatha havia me dado: “Vá se tratar Mayara”
Ouvi um barulho e percebi que o Lucas havia acordado, então fechei a pasta o mais rápido que pude e entrei no meu orkut.
- Ta acordada faz muito tempo? – disse ele me dando um beijo no pescoço.
- Ah, no máximo uma meia hora... Dormiu bem? – tentei ser gentil.
- Dormi sim, e você não se agüentou em? – ele deu aquele olhar que sempre me tirava o fôlego.
- Não me agüentei? – me fiz de desentendida – Sobre o que?
- Como sobre o que? Você, na minha cama, no meio da madrugada...
- Aé. Fiz mal? – fiz um beicinho.
- Claro que não. Eu achei muito bom, bem do jeito que eu falei que dormiria com você um dia.
Já estava quase na hora do almoço e eu precisava passar na casa da Theany para pegar as minhas coisas. Pra falar a verdade, eu já não sabia direito se eu queria continuar na casa dele. Foi tudo tão perfeito, mas eu ainda me sentia como se fosse uma completa intrusa na vida dele.
Enquanto ele se arrumava, eu fui para o banheiro me trocar. A irmã dele havia me emprestado uma camiseta, afinal, depois daquele pequeno incidente eu estava com a minha camiseta preferida condenada a um bom tempo de molho na água quente.
Ele insistiu para que almoçasse com a família dele e eu, por mais que soubesse que não estava com a mínima fome, não queria fazer essa desfeita com eles, que foram tão gentis comigo. Depois do almoço ele foi comigo até a casa da Theany. No caminho eu não conseguia evitar ser rude, parece que ver tudo aquilo criou um bloqueio. Ele não gostou muito disso.
- O que você tem Mayara? – ele disse num tom zangado.
- Nada. – tentei disfarçar olhando pela janela do ônibus.
- Você é uma péssima atriz. – agora havia um tom de tristeza em sua voz – Eu fiz algo de errado?
- Não, é claro que não! – lágrimas, não se atrevam a sair dos meus olhos. – Na verdade, eu acho que se alguém fez algo de errado aqui, esse alguém fui eu.
- O que você fez?
- Hoje eu mexi no seu computador...
- E o que tem de errado nisso?
- Eu não terminei – eu sentia que não ia demorar para as lágrimas chegarem. – Eu não tinha intenção de fuçar nas suas coisas, é só que...
- Você viu a minha pasta das coisas com a Larissa... Eu não acredito Mayara! – ele disse, quase gritando. – Você sabe que eu odeio esse tipo de coisa.
- Eu sei que a culpa foi minha, mas isso só fez eu perceber que a intrusa aqui sou eu. – eu disse calmamente, me levantando e dando o sinal para o ônibus para. – Passamos um ponto da casa dela, vamos ter que ir andando.
Durante todo o caminho não trocamos uma palavra sequer. Quando toquei a campainha a Theany atendeu rapidamente.
- The, eu preciso pegar as minhas coisas... Posso entrar? – pelo amor de Deus, me deixe entrar.
- Claro May, entra. – ela disse com um olhar desconfiado – Ah, olá Lucas.
- Oi Theany – ele disse, não se importando em ser gentil.
Quando entrei na casa dela, as lágrimas que eu tanto segurei durante o caminho se renderam e insistiam em cair sem parar.
- Meu Deus guria, o que você tem? ele te bateu ou algo assim? Por que você ta chorando? Pelo amor de Deus fala alguma coisa!
- Eu não que.. que.. queria. – era tão humilhante chorar, eu ficava vermelha e começava a soluçar. Porque eu não podia simplesmente ignorar?
- To vendo que é melhor você não falar nada. Você vai querer mesmo voltar para a casa dele?
- Ele ta me esperando. – eu disse engolindo o choro e secando as ultimas lagrimas. – Eu preciso resolver isso de uma vez por toda Theany.
- Tudo bem então, qualquer coisa você sabe que pode correr para cá. – ela me encorajou, entregando-me a minha mochila – Fica bem.
- Obrigada por tudo, e a gente se vê em Novembro, último show do RBD hen? – eu disse, a abraçando.
- É, nem eu acredito. - Disse ela, já distante de mim.
Depois da minha seção dramática, resolvi que era hora de encarar o Lucas de uma vez por todas. Só esperava que eu não estivesse com as bochechas e os olhos vermelhos demais para isso.
Quando eu sai de dentro da casa eu o avistei sentado na calçada com a cabeça entre as pernas, ele parecia estar chorando. Não, ele não devia estar chorando. Aproximei-me e ele levantou, ainda sem dizer nenhuma palavra. Seguimos em direção ao ponto de ônibus. Aquele silêncio estava me matando.
- E então a gente vai disputar quem fica mais tempo sem falar nada? – eu tentei descontrair, mas ele pareceu nem dar importância. – Vai Lucas, uma hora você vai ter que falar comigo.
- Não tem o que falar, Mayara.
- Como não? Então eu posso ir embora? Pegar aquele avião pra São Paulo e nunca mais te ver? – eu não conseguia controlar o meu senso dramático.
- Pode.
- Você não se importa?
- Não.
Nesse exato momento eu parei de andar e parece que mil coisas vieram na minha cabeça. Ele podia muito bem estar falando sério.
E então decidi ligar o computador, ele não se importaria, né? Bom, era o que eu esperava. Enquanto aguardava o computador ligar e conectar a Internet, sentei-me ao lado dele e o observei dormir, era como se mais nada no mundo pudesse me separar dele, não naquele momento. Como eu era inocente.
Um bipe vindo do computador me fez despertar, percebi que o MSN dele havia se conectado automaticamente. Eu já estava numa invasão de privacidade sem limites, fuçar no computador dele não seria nenhum crime. E é como diz o ditado, quem procura... Acha! E não é que eu achei? Na área de trabalho havia uma pasta chamada Larissa. Fotos, documentos, músicas, tudo que um casal tem um sobre o outro. Porque eu não me conformava que eu nunca teria o Lucas para mim e o deixava para que a Larissa fizesse bom proveito? É, eu não sabia o que acontecia comigo. Eu era completamente conectada a ele, se ele estava mal conseqüentemente eu ficava mal também. O meu estado de espírito dependia do dele. Eu acho que devia levar em consideração o conselho que a Agatha havia me dado: “Vá se tratar Mayara”
Ouvi um barulho e percebi que o Lucas havia acordado, então fechei a pasta o mais rápido que pude e entrei no meu orkut.
- Ta acordada faz muito tempo? – disse ele me dando um beijo no pescoço.
- Ah, no máximo uma meia hora... Dormiu bem? – tentei ser gentil.
- Dormi sim, e você não se agüentou em? – ele deu aquele olhar que sempre me tirava o fôlego.
- Não me agüentei? – me fiz de desentendida – Sobre o que?
- Como sobre o que? Você, na minha cama, no meio da madrugada...
- Aé. Fiz mal? – fiz um beicinho.
- Claro que não. Eu achei muito bom, bem do jeito que eu falei que dormiria com você um dia.
Já estava quase na hora do almoço e eu precisava passar na casa da Theany para pegar as minhas coisas. Pra falar a verdade, eu já não sabia direito se eu queria continuar na casa dele. Foi tudo tão perfeito, mas eu ainda me sentia como se fosse uma completa intrusa na vida dele.
Enquanto ele se arrumava, eu fui para o banheiro me trocar. A irmã dele havia me emprestado uma camiseta, afinal, depois daquele pequeno incidente eu estava com a minha camiseta preferida condenada a um bom tempo de molho na água quente.
Ele insistiu para que almoçasse com a família dele e eu, por mais que soubesse que não estava com a mínima fome, não queria fazer essa desfeita com eles, que foram tão gentis comigo. Depois do almoço ele foi comigo até a casa da Theany. No caminho eu não conseguia evitar ser rude, parece que ver tudo aquilo criou um bloqueio. Ele não gostou muito disso.
- O que você tem Mayara? – ele disse num tom zangado.
- Nada. – tentei disfarçar olhando pela janela do ônibus.
- Você é uma péssima atriz. – agora havia um tom de tristeza em sua voz – Eu fiz algo de errado?
- Não, é claro que não! – lágrimas, não se atrevam a sair dos meus olhos. – Na verdade, eu acho que se alguém fez algo de errado aqui, esse alguém fui eu.
- O que você fez?
- Hoje eu mexi no seu computador...
- E o que tem de errado nisso?
- Eu não terminei – eu sentia que não ia demorar para as lágrimas chegarem. – Eu não tinha intenção de fuçar nas suas coisas, é só que...
- Você viu a minha pasta das coisas com a Larissa... Eu não acredito Mayara! – ele disse, quase gritando. – Você sabe que eu odeio esse tipo de coisa.
- Eu sei que a culpa foi minha, mas isso só fez eu perceber que a intrusa aqui sou eu. – eu disse calmamente, me levantando e dando o sinal para o ônibus para. – Passamos um ponto da casa dela, vamos ter que ir andando.
Durante todo o caminho não trocamos uma palavra sequer. Quando toquei a campainha a Theany atendeu rapidamente.
- The, eu preciso pegar as minhas coisas... Posso entrar? – pelo amor de Deus, me deixe entrar.
- Claro May, entra. – ela disse com um olhar desconfiado – Ah, olá Lucas.
- Oi Theany – ele disse, não se importando em ser gentil.
Quando entrei na casa dela, as lágrimas que eu tanto segurei durante o caminho se renderam e insistiam em cair sem parar.
- Meu Deus guria, o que você tem? ele te bateu ou algo assim? Por que você ta chorando? Pelo amor de Deus fala alguma coisa!
- Eu não que.. que.. queria. – era tão humilhante chorar, eu ficava vermelha e começava a soluçar. Porque eu não podia simplesmente ignorar?
- To vendo que é melhor você não falar nada. Você vai querer mesmo voltar para a casa dele?
- Ele ta me esperando. – eu disse engolindo o choro e secando as ultimas lagrimas. – Eu preciso resolver isso de uma vez por toda Theany.
- Tudo bem então, qualquer coisa você sabe que pode correr para cá. – ela me encorajou, entregando-me a minha mochila – Fica bem.
- Obrigada por tudo, e a gente se vê em Novembro, último show do RBD hen? – eu disse, a abraçando.
- É, nem eu acredito. - Disse ela, já distante de mim.
Depois da minha seção dramática, resolvi que era hora de encarar o Lucas de uma vez por todas. Só esperava que eu não estivesse com as bochechas e os olhos vermelhos demais para isso.
Quando eu sai de dentro da casa eu o avistei sentado na calçada com a cabeça entre as pernas, ele parecia estar chorando. Não, ele não devia estar chorando. Aproximei-me e ele levantou, ainda sem dizer nenhuma palavra. Seguimos em direção ao ponto de ônibus. Aquele silêncio estava me matando.
- E então a gente vai disputar quem fica mais tempo sem falar nada? – eu tentei descontrair, mas ele pareceu nem dar importância. – Vai Lucas, uma hora você vai ter que falar comigo.
- Não tem o que falar, Mayara.
- Como não? Então eu posso ir embora? Pegar aquele avião pra São Paulo e nunca mais te ver? – eu não conseguia controlar o meu senso dramático.
- Pode.
- Você não se importa?
- Não.
Nesse exato momento eu parei de andar e parece que mil coisas vieram na minha cabeça. Ele podia muito bem estar falando sério.
Nothing but a love story - Parte IV
Depois de ficar terrivelmente feia com aquela camiseta dele, resolvi deixar a minha camiseta perdida pra lá e ir para a sala, eu teria que enfrentá-lo uma hora ou outra.
Quando me aproximei da sala, percebi que a sujeira que eu havia feito já havia sido limpada e que o DVD já estava ligado e que ele estava deitado no sofá. Quando me aproximei ele se virou, e os olhos mais lindos que eu já vi estavam fixados em cada passo que eu dava. Ele fez um sinal para que eu deitasse junto com ele. Por mais que a vergonha pela minha reação ainda estivesse presente, eu não hesitei e fui correndo me aconchegar pertinho dele. Isso era mais do que um sonho, era o paraíso. Quantas vezes eu já tinha me imaginado nessa situação, e agora era tudo verdade. Enquanto o filme rodava, eu nem me esforçava para saber sobre o que era o tema, eu apenas me concentrava no toque descontraído da mão dele no meu rosto.
- Dá pra acreditar que eu to aqui, bem do jeito que a gente sempre teve vontade? – eu disse me virando para ele, deixando meu rosto mais perto do dele.
- Eu ainda não acredito, tenho medo disso tudo ser um sonho e que daqui a pouco eu vou acordar – os olhos dele não esconderam a angústia que ele sentiu em me dizer isso.
- A gente não precisa acordar – eu disse tocando a sua bochecha suavemente.
- Eu te amo. – agora ele também estava mais próximo de mim.
- Você sabe que eu também. – eu disse sussurrando e deixando com que meus lábios descansassem em seu rosto – Eu quero que você guarde isso para sempre.
E aquele momento realmente se eternizou. Não era um primeiro beijo qualquer, eu nunca havia me sentido daquele jeito. É claro que ele beijava super bem, mas tinha algo a mais. Mas é claro que tinha algo a mais Mayara, ele te ama! Deixei com que nossos corpos se aproximassem tanto a ponto de não haver mais distancia entre nós. As mãos deles em meus cabelos era algo surpreendente. O jeito com que ele me tocava, eu me sentia completa. Mas como nem tudo na vida é perfeito, ouvimos um carro estacionar na garagem e também ouvimos meu coração bater freneticamente a ponto de me fazer perder a respiração.
- São eles? – eu disse quase sem fôlego.
- São, mas fica calma. Eles não são nenhum bicho de sete cabeças! – disse ele tentando me acalmar.
Ajeitei-me rapidamente no sofá e me olhei através do reflexo da televisão, eu estava descente. Não sei se descente o suficiente para encontrar a família do amor da minha vida, mas eu iria arriscar.
- Lucas, quantas vezes eu já pedi pra você deixar a luz da garagem acesa... – disse uma mulher baixinha, bem bonita. De fato era a mãe do Lucas, dona Maria da Graça. - Ah, olá. Lucas, você não me disse que teríamos visita hoje.
- É mãe, essa é a Mayara. Ela é de São Paulo e veio me visitar, então achei que estava no dever de pelo menos trazê-la para dormir aqui em casa. – disse ele alternando os olhares entre mim e ela.
- Ah, ta certo. Pelo menos ta mostrando a educação que eu te dei. Prazer Mayara, meu nome é Maria da Graça. – disse ela me dando um agradável abraço seguido de um beijo
- O prazer é meu, me desculpe o incomodo, é que o Lucas...
- Não se preocupe gracinha, você pode ficar o tempo que você precisar. – Já sabia de quem ele teria herdado esse sorriso tão lindo.
Após a minha breve e agradável conversa com a mãe dele, conversei um pouco com o pai, que era bem gentil, mas foi bem breve, coisa de duas ou três frases. Eu precisava trabalhar na minha vergonha excessiva.
Já era bem tarde, deviam passar das 2 da manhã, e eu já estava me rendendo ao cansaço de uma viagem e bem que o Lucas também percebeu isso. E então, ele arrumou um colchão do lado da cama dele.
- Não é seu peludinho, mas acho que dá pro gasto. – disse ele estendendo um cobertor azul em cima do colchão.
Sem dizer nada, eu me joguei no colchão. Eu estava realmente cansada. Enquanto o Lucas tomava banho, eu pude ficar um tempo sozinha pra parar e refletir em tudo que eu estava vivendo, estava tudo indo tão bem. Isso não era normal comigo. Mas preferi não pensar que algo ruim estava prestes a acontecer.
Depois de imensuráveis quinze minutos ouvi alguns passos em direção a porta, então fechei os olhos e fingi que estava dormindo. Percebi que enquanto ele se movimentava na ponta dos pés ele parou ao meu lado por alguns segundos e deu um beijo na minha testa.
- Eu espero mesmo que isso não seja um sonho, Eu te amo panetoni. – ele falou baixinho, sussurrando perto do meu ouvido.
Já deviam ter se passado umas 2 horas e eu ainda não havia conseguido pegar no sono, talvez eu ainda estivesse em êxtase por tudo que havia acontecido. Resolvi levantar e tomar um copo de água, mas quando olhei para aquela figura imóvel deitada na cama, tão inocente... Tão frágil, não consegui me mover. Era impossível negar o quanto eu o amava. Não pensei duas vezes, me deitei ao lado dele com cuidado e me abracei de frente para ele, dei um beijo na ponta do seu nariz e percebi que ele havia acordado. Ele não me disse nada, apenas sorriu e me virou de costas para ele. Ele me abraçou e assim eu peguei no sono, bem do jeito que eu sempre havia sonhado estar com ele.
Quando me aproximei da sala, percebi que a sujeira que eu havia feito já havia sido limpada e que o DVD já estava ligado e que ele estava deitado no sofá. Quando me aproximei ele se virou, e os olhos mais lindos que eu já vi estavam fixados em cada passo que eu dava. Ele fez um sinal para que eu deitasse junto com ele. Por mais que a vergonha pela minha reação ainda estivesse presente, eu não hesitei e fui correndo me aconchegar pertinho dele. Isso era mais do que um sonho, era o paraíso. Quantas vezes eu já tinha me imaginado nessa situação, e agora era tudo verdade. Enquanto o filme rodava, eu nem me esforçava para saber sobre o que era o tema, eu apenas me concentrava no toque descontraído da mão dele no meu rosto.
- Dá pra acreditar que eu to aqui, bem do jeito que a gente sempre teve vontade? – eu disse me virando para ele, deixando meu rosto mais perto do dele.
- Eu ainda não acredito, tenho medo disso tudo ser um sonho e que daqui a pouco eu vou acordar – os olhos dele não esconderam a angústia que ele sentiu em me dizer isso.
- A gente não precisa acordar – eu disse tocando a sua bochecha suavemente.
- Eu te amo. – agora ele também estava mais próximo de mim.
- Você sabe que eu também. – eu disse sussurrando e deixando com que meus lábios descansassem em seu rosto – Eu quero que você guarde isso para sempre.
E aquele momento realmente se eternizou. Não era um primeiro beijo qualquer, eu nunca havia me sentido daquele jeito. É claro que ele beijava super bem, mas tinha algo a mais. Mas é claro que tinha algo a mais Mayara, ele te ama! Deixei com que nossos corpos se aproximassem tanto a ponto de não haver mais distancia entre nós. As mãos deles em meus cabelos era algo surpreendente. O jeito com que ele me tocava, eu me sentia completa. Mas como nem tudo na vida é perfeito, ouvimos um carro estacionar na garagem e também ouvimos meu coração bater freneticamente a ponto de me fazer perder a respiração.
- São eles? – eu disse quase sem fôlego.
- São, mas fica calma. Eles não são nenhum bicho de sete cabeças! – disse ele tentando me acalmar.
Ajeitei-me rapidamente no sofá e me olhei através do reflexo da televisão, eu estava descente. Não sei se descente o suficiente para encontrar a família do amor da minha vida, mas eu iria arriscar.
- Lucas, quantas vezes eu já pedi pra você deixar a luz da garagem acesa... – disse uma mulher baixinha, bem bonita. De fato era a mãe do Lucas, dona Maria da Graça. - Ah, olá. Lucas, você não me disse que teríamos visita hoje.
- É mãe, essa é a Mayara. Ela é de São Paulo e veio me visitar, então achei que estava no dever de pelo menos trazê-la para dormir aqui em casa. – disse ele alternando os olhares entre mim e ela.
- Ah, ta certo. Pelo menos ta mostrando a educação que eu te dei. Prazer Mayara, meu nome é Maria da Graça. – disse ela me dando um agradável abraço seguido de um beijo
- O prazer é meu, me desculpe o incomodo, é que o Lucas...
- Não se preocupe gracinha, você pode ficar o tempo que você precisar. – Já sabia de quem ele teria herdado esse sorriso tão lindo.
Após a minha breve e agradável conversa com a mãe dele, conversei um pouco com o pai, que era bem gentil, mas foi bem breve, coisa de duas ou três frases. Eu precisava trabalhar na minha vergonha excessiva.
Já era bem tarde, deviam passar das 2 da manhã, e eu já estava me rendendo ao cansaço de uma viagem e bem que o Lucas também percebeu isso. E então, ele arrumou um colchão do lado da cama dele.
- Não é seu peludinho, mas acho que dá pro gasto. – disse ele estendendo um cobertor azul em cima do colchão.
Sem dizer nada, eu me joguei no colchão. Eu estava realmente cansada. Enquanto o Lucas tomava banho, eu pude ficar um tempo sozinha pra parar e refletir em tudo que eu estava vivendo, estava tudo indo tão bem. Isso não era normal comigo. Mas preferi não pensar que algo ruim estava prestes a acontecer.
Depois de imensuráveis quinze minutos ouvi alguns passos em direção a porta, então fechei os olhos e fingi que estava dormindo. Percebi que enquanto ele se movimentava na ponta dos pés ele parou ao meu lado por alguns segundos e deu um beijo na minha testa.
- Eu espero mesmo que isso não seja um sonho, Eu te amo panetoni. – ele falou baixinho, sussurrando perto do meu ouvido.
Já deviam ter se passado umas 2 horas e eu ainda não havia conseguido pegar no sono, talvez eu ainda estivesse em êxtase por tudo que havia acontecido. Resolvi levantar e tomar um copo de água, mas quando olhei para aquela figura imóvel deitada na cama, tão inocente... Tão frágil, não consegui me mover. Era impossível negar o quanto eu o amava. Não pensei duas vezes, me deitei ao lado dele com cuidado e me abracei de frente para ele, dei um beijo na ponta do seu nariz e percebi que ele havia acordado. Ele não me disse nada, apenas sorriu e me virou de costas para ele. Ele me abraçou e assim eu peguei no sono, bem do jeito que eu sempre havia sonhado estar com ele.
Nothing but a love story - Parte III
Foi muito mais fácil me comunicar com o Lucas do que eu havia imaginado, talvez todo aquele meu medo de me encontrar com ele fosse apenas uma bobagem.
Já se passavam das onze da noite e nós nem tínhamos reparado que a rua havia ficado praticamente deserta.
- Vamos para minha casa.
- Sua casa? Eu na sua casa? – não consegui disfarçar a minha surpresa.
- É, algum problema nisso? – ele estava realmente falando sério.
- Não, que isso. Vou pra sua casa, falo um oizinho básico para sua mãe, abro a geladeira e fico pelada no sofá, o que você acha? – eu não conseguia deixar meu sarcasmo de lado, eu precisava trabalhar mais nisso.
- Ai Mayara, como você é dramática. – eu tinha apostado comigo mesma que ele não passaria um dia inteiro sem falar isso. Não pude deixar de sorrir – Você sabe muito bem que se você viesse para cá eu não deixaria você ficar em qualquer lugar, é óbvio que você ficaria na minha casa.
- A casa da The não é qualquer lugar, ta? – eu disse cruzando meus braços.
- Eu sei que não é... Mas por favor amor, vamos para casa? – Sim, ele me chamou de amor!
- Tudo bem, mas e as minhas coisas? – eu não conseguia resistir a ele.
- Hoje você dorme com alguma coisa minha, amanhã a gente vê o que faz.
Seguimos em direção ao ponto de ônibus, estava vazio.
- Como você conseguiu convencer a sua mãe a te deixar vir para cá sozinha? – ele disse num tom de quem não queria deixar o silêncio tomar conta do ambiente.
- Foi fácil.
- A verdade...
- Ta, eu tive que me comprometer em tirar dez em matemática nos próximos quatro bimestres de 2009. – eu disse, me rendendo.
- Hahahaha, e você fez isso só por minha causa? – como era bom poder vê-lo rindo.
- Claro que não, você acha que eu gosto tanto de você a ponto de fazer tal sacrifício?
- Não tenho dúvidas disso. – o seu sorriso era digno de me fazer sorrir também.
O caminho até a casa dele não foi tomado por muitas palavras, mas acho que nunca na minha vida imaginaria que alguém pudesse olhar tanto para mim, sem se cansar, sem se envergonhar. Ele não me olhava como se eu fosse uma pessoa estranha, por mais que fosse isso que eu pensaria na maioria dos casos. Ele me olhava com carinho, de um jeito que sempre sonhei que pudesse se tornar realidade.
Depois de me ajudar a descer do ônibus, que parara na frente de sua casa, percebi um sorriso de formando no canto de sua boca.
- Estamos sozinhos em casa! – ele não conseguiu disfarçar as segundas intenções em seu olhar.
- Opa, sem a fase das apresentações, pelo menos por enquanto. – eu disse num tom de vitória. Ele riu.
Quando entravamos, ele fechou as cortinas e ligou o ar condicionado. Acho que ele percebeu que eu estava estranhando esse friozinho de Curitiba. Também percebi que ele começou a tirar alguns dvd’s de dentro de uma gaveta, e os jogou em cima do sofá.
- Pode escolher. Enquanto isso eu vou preparar algo pra gente comer. – ele não conseguia esconder o entusiasmo na sua voz, e isso me deixava feliz.
Comecei a mexer nos cds de dvd e então algo chamou minha atenção. Levantei-me e fui até a mesinha de centro, cheia de fotografias. Sentei-me no tapete e comecei a observar como cada detalhe era fotografado ali. Aquela menina bonita de cabelos longos, abraçada com ele tinha os traços dele, devia ser a irmã. Foi aí que os pensamentos vieram à tona. Ai meu Deus, e se eles chegam e eu to aqui na sala deles? Será que eles vão chamar a policia? Ta tarde já e foi aí que três coisas aconteceram rapidamente. A mão do Lucas no meu ombro, o meu grito exasperado e a coca cola derramada em toda a minha camiseta preferida.
- Ah meu Deus, desculpa amor, desculpa... Me deixa limpar. – não sei como, mas ele já estava com um pano na mão tentando me secar.
- Calma, calma. Eu to legal, a culpa foi minha. Deixa que eu limpo. – tentei pegar o pano da mão dele.
Foi nesse momento que nossos olhares se encontraram, e mais uma vez o tempo parou. Aquela mancha de coca nem sequer existia mais pra mim. E assim eu percebi que a única coisa que eu queria era poder tocar os meus lábios no dele. Eu não conseguia respirar e muito menos pensar em alguma reação e eu duvido que estava sendo diferente com ele. Mas por um impulso maior do que a minha vontade de beijá-lo eu me levantei e fui direto para o banheiro, sem olhar para trás e ver a provável cara de desapontamento dele.
Depois de muito procurar por um banheiro naquela casa que mais parecia uma mansão, consegui achá-lo e a primeira coisa que pensei em fazer quando entrei foi tirar a minha blusa pra tentar tirar a mancha, mas não pensei que se existia uma chave na porta era pra trancá-la em ocasiões como essa. E graças ao meu belíssimo descuido ali estava ele, me olhando com uma camiseta, provavelmente dele, nas mãos.
- Lucas, para de ficar me olhando, me dá logo isso aqui. – peguei a camiseta na mão dele e fechei a porta. Ele não disse nenhuma palavra.
Já se passavam das onze da noite e nós nem tínhamos reparado que a rua havia ficado praticamente deserta.
- Vamos para minha casa.
- Sua casa? Eu na sua casa? – não consegui disfarçar a minha surpresa.
- É, algum problema nisso? – ele estava realmente falando sério.
- Não, que isso. Vou pra sua casa, falo um oizinho básico para sua mãe, abro a geladeira e fico pelada no sofá, o que você acha? – eu não conseguia deixar meu sarcasmo de lado, eu precisava trabalhar mais nisso.
- Ai Mayara, como você é dramática. – eu tinha apostado comigo mesma que ele não passaria um dia inteiro sem falar isso. Não pude deixar de sorrir – Você sabe muito bem que se você viesse para cá eu não deixaria você ficar em qualquer lugar, é óbvio que você ficaria na minha casa.
- A casa da The não é qualquer lugar, ta? – eu disse cruzando meus braços.
- Eu sei que não é... Mas por favor amor, vamos para casa? – Sim, ele me chamou de amor!
- Tudo bem, mas e as minhas coisas? – eu não conseguia resistir a ele.
- Hoje você dorme com alguma coisa minha, amanhã a gente vê o que faz.
Seguimos em direção ao ponto de ônibus, estava vazio.
- Como você conseguiu convencer a sua mãe a te deixar vir para cá sozinha? – ele disse num tom de quem não queria deixar o silêncio tomar conta do ambiente.
- Foi fácil.
- A verdade...
- Ta, eu tive que me comprometer em tirar dez em matemática nos próximos quatro bimestres de 2009. – eu disse, me rendendo.
- Hahahaha, e você fez isso só por minha causa? – como era bom poder vê-lo rindo.
- Claro que não, você acha que eu gosto tanto de você a ponto de fazer tal sacrifício?
- Não tenho dúvidas disso. – o seu sorriso era digno de me fazer sorrir também.
O caminho até a casa dele não foi tomado por muitas palavras, mas acho que nunca na minha vida imaginaria que alguém pudesse olhar tanto para mim, sem se cansar, sem se envergonhar. Ele não me olhava como se eu fosse uma pessoa estranha, por mais que fosse isso que eu pensaria na maioria dos casos. Ele me olhava com carinho, de um jeito que sempre sonhei que pudesse se tornar realidade.
Depois de me ajudar a descer do ônibus, que parara na frente de sua casa, percebi um sorriso de formando no canto de sua boca.
- Estamos sozinhos em casa! – ele não conseguiu disfarçar as segundas intenções em seu olhar.
- Opa, sem a fase das apresentações, pelo menos por enquanto. – eu disse num tom de vitória. Ele riu.
Quando entravamos, ele fechou as cortinas e ligou o ar condicionado. Acho que ele percebeu que eu estava estranhando esse friozinho de Curitiba. Também percebi que ele começou a tirar alguns dvd’s de dentro de uma gaveta, e os jogou em cima do sofá.
- Pode escolher. Enquanto isso eu vou preparar algo pra gente comer. – ele não conseguia esconder o entusiasmo na sua voz, e isso me deixava feliz.
Comecei a mexer nos cds de dvd e então algo chamou minha atenção. Levantei-me e fui até a mesinha de centro, cheia de fotografias. Sentei-me no tapete e comecei a observar como cada detalhe era fotografado ali. Aquela menina bonita de cabelos longos, abraçada com ele tinha os traços dele, devia ser a irmã. Foi aí que os pensamentos vieram à tona. Ai meu Deus, e se eles chegam e eu to aqui na sala deles? Será que eles vão chamar a policia? Ta tarde já e foi aí que três coisas aconteceram rapidamente. A mão do Lucas no meu ombro, o meu grito exasperado e a coca cola derramada em toda a minha camiseta preferida.
- Ah meu Deus, desculpa amor, desculpa... Me deixa limpar. – não sei como, mas ele já estava com um pano na mão tentando me secar.
- Calma, calma. Eu to legal, a culpa foi minha. Deixa que eu limpo. – tentei pegar o pano da mão dele.
Foi nesse momento que nossos olhares se encontraram, e mais uma vez o tempo parou. Aquela mancha de coca nem sequer existia mais pra mim. E assim eu percebi que a única coisa que eu queria era poder tocar os meus lábios no dele. Eu não conseguia respirar e muito menos pensar em alguma reação e eu duvido que estava sendo diferente com ele. Mas por um impulso maior do que a minha vontade de beijá-lo eu me levantei e fui direto para o banheiro, sem olhar para trás e ver a provável cara de desapontamento dele.
Depois de muito procurar por um banheiro naquela casa que mais parecia uma mansão, consegui achá-lo e a primeira coisa que pensei em fazer quando entrei foi tirar a minha blusa pra tentar tirar a mancha, mas não pensei que se existia uma chave na porta era pra trancá-la em ocasiões como essa. E graças ao meu belíssimo descuido ali estava ele, me olhando com uma camiseta, provavelmente dele, nas mãos.
- Lucas, para de ficar me olhando, me dá logo isso aqui. – peguei a camiseta na mão dele e fechei a porta. Ele não disse nenhuma palavra.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Nothing but a love story - Parte II
Como seria o rosto dele? A respiração? Será que ele me abraçaria? Ou talvez ele pudesse ficar bravo por eu estar aqui sem tê-lo avisado. Mas não me importava, não me importava nem o fato de ele não me querer mais, tudo que eu mais almejava era poder senti-lo perto de mim por apenas algumas frações de segundo.
- Nossa May, você ta branca. – Theany disse enquanto esperávamos no ponto de ônibus.
- Ai meu Deus, eu to muito feia? Será que ele não vai gostar de me ver pessoalmente? Ah cara, eu to horrível Theeee, o que eu faço? Ele vai me odiar. – eu podia sentir as lágrimas vindo.
- Caaalma sua louca, ele vai te amar! Eu só disse que você ta branca porque você parece estar nervosa. – disse ela contendo uma gargalhada. – Fica calma May, ele vai achar você linda, como sempre achou.
- Ta, eu preciso me conter. – tentei contar até 3000 – Vai ficar tudo bem, tudo bem.
Foram longos trinta minutos da minha vida dentro daquele ônibus, até que enfim chegamos ao Dom Bosco. Como ainda era por volta das seis da tarde, não tinham muitos alunos e provavelmente o Lucas só chegaria mais tarde.
Provavelmente a Theany já não agüentava mais eu pergunto de cinco em cinco minutos que horas eram, mas eu não conseguia me controlar, mesmo sabendo que eu mesma poderia olhar no meu celular. Depois da décima vez que eu quebrei um graveto que tinha no chão, levantei minha cabeça e ali ele estava, a no máximo uns 40 metros de mim, e por incrível que pareça, ele estava caminhando sozinho. Algo realmente devia ter acontecido, mas isso não me importava, alias, nada no mundo me importava mais do que poder olhar nos olhos dele e dizer o quanto eu esperei por esse momento e como ele era tão importante para mim.
Por mais que eu quisesse correr e abraçá-lo, as minhas pernas não colaboravam, elas estavam trêmulas e sem direção.
- Meu Deus Theany, é ele. – era a única coisa que eu conseguia falar agora.
- É guria, é ele! Vai logo lá falar com ele.
- Mas eu não consigo, eu não sei o que eu vou falar. – eu pude sentir as lágrimas traiçoeiras chegando.
- Então quer dizer que tu veio de tão longe pra simplesmente ficar aqui sentada? Sentar e chorar e mostra que tu é fraca? – eu sentia a repreensão e a sinceridade nas palavras dela. Mas o que eu poderia fazer? Eu era fraca mesmo. – Mas eu vou te dizer Mayara, você não é fraca! Eu sei que não é, você enfrentou a sua mãe para vir aqui e agora vai assim, deixar o caminho livre pra Larissa?
E foram essas palavras que me fizeram levantar e segurar as minhas lágrimas. Eu não sabia como, mas a Theany tinha as palavras certas nos momentos certos. E então eu fui, passo após passo, andando lentamente. Eu me lembrei que estava de cabelo preso e com as unhas cortadas, era assim que ele gostava, então talvez isso diminuiria a raiva por eu estar aqui sem avisar.
- M-A-Y-A-R-A? – A voz dele era exatamente perfeita como eu sempre havia ouvido em meus sonhos. – Mayara? Nã... ão acre.. credito. É... é... é você mesmo? Co-como isso é possível? – Ele não parecia bravo, pelo menos, apenas parecia surpreso e confuso.
- Como é possível? Bom, pegando um avião, ficando hospedada na casa da Theany, e depois pegando um ônibus pra cá, é... assim é possível. – As palavras saíram de uma forma mais rápida e mais natural do que eu havia imaginado.
- Ma-as por que você não me avisou?!
- Surpresas, você não gosta? – dei um sorriso tímido.
- Eu não sei o que dizer.
- Eu não disse que você precisava dizer alguma coisa. Eu não ganho nenhum abraço?
Ele se aproximou, sem tirar os olhos dos meus, pegou na minha cintura e me puxou para o abraço que eu mais esperava durante tanto tempo. Ele era mais alto do que eu imaginava, mas isso só fez com que eu me aconchegasse mais perfeitamente em seus braços. O tempo literalmente parou, o mundo parou de girar, não existiam mais pessoas ao meu lado, era apenas eu e ele e mais nada importava. Eu podia ficar ali por anos, eu não me importaria. E então ele se afastou, com delicadeza, mas rápido demais. Por um momento eu pensei que estivesse sonhando, mas o sinal do colégio tocou... e eu me toquei que ele precisava ir.
- Está na sua hora, você vai se atrasar.
- Você acha que você chega, me abraça, trocamos meia dúzia de palavras e eu vou calmamente para minha sala e consigo estudar como se nada tivesse acontecido? – eu podia perceber a dor no seu olhar – Pode esquecer, eu não vou entrar hoje.
- O seu vestibular ta chegando Lucas, você não pode faltar. – apenas abaixei a cabeça, eu ainda não tinha me acostumado com o efeito que o olhar dele tinha sobre mim.
- Devia ter pensado nisso antes de vir me ver. E não, eu não estou reclamando. – disse ele, pegando uma mecha do meu cabelo e colocando atrás da minha orelha.
- Mas tem um pequeno probleminha... – eu disse fazendo um biquinho.
- E qual é?
- A Larissa não vai gostar de me ver aqui.
- A gente deu um tempo – não consegui ver tristeza enquanto ele falava. – Sei lá, às vezes eu sinto que só eu me doou por esse relacionamento, me irrita as vezes.
- Ahhh – “Até que enfim você se tocou que ela não te merece”
- Mas vamos sair daqui, acho que a gente tem muito que conversar.
- Mas a Theany ta... – eu olhei pra trás e vi que ela tinha encontrado com uma amiga e estava indo em direção ao bar, reparei uma piscadela vindo dela para mim – É, vamos.
- Nossa May, você ta branca. – Theany disse enquanto esperávamos no ponto de ônibus.
- Ai meu Deus, eu to muito feia? Será que ele não vai gostar de me ver pessoalmente? Ah cara, eu to horrível Theeee, o que eu faço? Ele vai me odiar. – eu podia sentir as lágrimas vindo.
- Caaalma sua louca, ele vai te amar! Eu só disse que você ta branca porque você parece estar nervosa. – disse ela contendo uma gargalhada. – Fica calma May, ele vai achar você linda, como sempre achou.
- Ta, eu preciso me conter. – tentei contar até 3000 – Vai ficar tudo bem, tudo bem.
Foram longos trinta minutos da minha vida dentro daquele ônibus, até que enfim chegamos ao Dom Bosco. Como ainda era por volta das seis da tarde, não tinham muitos alunos e provavelmente o Lucas só chegaria mais tarde.
Provavelmente a Theany já não agüentava mais eu pergunto de cinco em cinco minutos que horas eram, mas eu não conseguia me controlar, mesmo sabendo que eu mesma poderia olhar no meu celular. Depois da décima vez que eu quebrei um graveto que tinha no chão, levantei minha cabeça e ali ele estava, a no máximo uns 40 metros de mim, e por incrível que pareça, ele estava caminhando sozinho. Algo realmente devia ter acontecido, mas isso não me importava, alias, nada no mundo me importava mais do que poder olhar nos olhos dele e dizer o quanto eu esperei por esse momento e como ele era tão importante para mim.
Por mais que eu quisesse correr e abraçá-lo, as minhas pernas não colaboravam, elas estavam trêmulas e sem direção.
- Meu Deus Theany, é ele. – era a única coisa que eu conseguia falar agora.
- É guria, é ele! Vai logo lá falar com ele.
- Mas eu não consigo, eu não sei o que eu vou falar. – eu pude sentir as lágrimas traiçoeiras chegando.
- Então quer dizer que tu veio de tão longe pra simplesmente ficar aqui sentada? Sentar e chorar e mostra que tu é fraca? – eu sentia a repreensão e a sinceridade nas palavras dela. Mas o que eu poderia fazer? Eu era fraca mesmo. – Mas eu vou te dizer Mayara, você não é fraca! Eu sei que não é, você enfrentou a sua mãe para vir aqui e agora vai assim, deixar o caminho livre pra Larissa?
E foram essas palavras que me fizeram levantar e segurar as minhas lágrimas. Eu não sabia como, mas a Theany tinha as palavras certas nos momentos certos. E então eu fui, passo após passo, andando lentamente. Eu me lembrei que estava de cabelo preso e com as unhas cortadas, era assim que ele gostava, então talvez isso diminuiria a raiva por eu estar aqui sem avisar.
- M-A-Y-A-R-A? – A voz dele era exatamente perfeita como eu sempre havia ouvido em meus sonhos. – Mayara? Nã... ão acre.. credito. É... é... é você mesmo? Co-como isso é possível? – Ele não parecia bravo, pelo menos, apenas parecia surpreso e confuso.
- Como é possível? Bom, pegando um avião, ficando hospedada na casa da Theany, e depois pegando um ônibus pra cá, é... assim é possível. – As palavras saíram de uma forma mais rápida e mais natural do que eu havia imaginado.
- Ma-as por que você não me avisou?!
- Surpresas, você não gosta? – dei um sorriso tímido.
- Eu não sei o que dizer.
- Eu não disse que você precisava dizer alguma coisa. Eu não ganho nenhum abraço?
Ele se aproximou, sem tirar os olhos dos meus, pegou na minha cintura e me puxou para o abraço que eu mais esperava durante tanto tempo. Ele era mais alto do que eu imaginava, mas isso só fez com que eu me aconchegasse mais perfeitamente em seus braços. O tempo literalmente parou, o mundo parou de girar, não existiam mais pessoas ao meu lado, era apenas eu e ele e mais nada importava. Eu podia ficar ali por anos, eu não me importaria. E então ele se afastou, com delicadeza, mas rápido demais. Por um momento eu pensei que estivesse sonhando, mas o sinal do colégio tocou... e eu me toquei que ele precisava ir.
- Está na sua hora, você vai se atrasar.
- Você acha que você chega, me abraça, trocamos meia dúzia de palavras e eu vou calmamente para minha sala e consigo estudar como se nada tivesse acontecido? – eu podia perceber a dor no seu olhar – Pode esquecer, eu não vou entrar hoje.
- O seu vestibular ta chegando Lucas, você não pode faltar. – apenas abaixei a cabeça, eu ainda não tinha me acostumado com o efeito que o olhar dele tinha sobre mim.
- Devia ter pensado nisso antes de vir me ver. E não, eu não estou reclamando. – disse ele, pegando uma mecha do meu cabelo e colocando atrás da minha orelha.
- Mas tem um pequeno probleminha... – eu disse fazendo um biquinho.
- E qual é?
- A Larissa não vai gostar de me ver aqui.
- A gente deu um tempo – não consegui ver tristeza enquanto ele falava. – Sei lá, às vezes eu sinto que só eu me doou por esse relacionamento, me irrita as vezes.
- Ahhh – “Até que enfim você se tocou que ela não te merece”
- Mas vamos sair daqui, acho que a gente tem muito que conversar.
- Mas a Theany ta... – eu olhei pra trás e vi que ela tinha encontrado com uma amiga e estava indo em direção ao bar, reparei uma piscadela vindo dela para mim – É, vamos.
Nothing but a love story - Parte I
Antes de tudo gostaria de fazer alguns parentêses.
Esse conto foi escrito a partir de uma sequência de sonhos que tive e foi concluido mais ou menos no meio de 2008. Foi minha primeira experiência com contos por isso logo digo, não está lá aquela perfeição.
Outra coisa: Usei nomes reais. Não gosto muito de ver esses nomes agora, após dois anos da conclusão. Porém, mudá-los fará com que a essência se perca.
E pra concluir, sei que são poucos os leitores.. Mas espero que gostem. Foi escrito inteiramente com o coração e baseado nos sonhos de uma adolescente inocente.
______________________________________________
Segunda feira, mais um dia de tortura escolar. Eu ainda não sabia como iria agüentar ficar 4 horas da minha vida ouvindo sobre Getulio Vargas ou sobre como achar a área total do tronco da pirâmide. Mas por algum milagre eu sobrevivi, ou talvez porque era naquele dia que eu iria vê-lo.
Meio dia em ponto o sinal para a minha liberdade tocou, em questão de segundos eu estava lá fora dando tchau para meus amigos, ou seria um adeus? Eu precisava correr, meu vôo estava marcado para as 15h00min e eu ainda precisava almoçar. Como se realmente algo fosse descer pela minha garganta e ficar quietinho no meu estomago. Mães, elas sempre podem nos obrigar.
Eram 14h50min e eu não conseguia acreditar que estava ali, sentada no banco dentro do aeroporto, com um vôo marcado para Curitiba. Sim, finalmente eu iria conhecê-lo. As chances de tudo isso dar errado eram enormes, afinal, eu não tinha nem sequer avisado a ele que eu iria visitá-lo. E se a hora que eu chegasse ele estivesse dando uns amassos na namorada dele? Seria terrivelmente aterrorizante ver essa cena. Será que meu coração agüentaria?
Quem diria que um vôo de 40 minutos iria durar como se fosse uma eternidade. Eu já não me agüentava quieta, perdi a conta de quantas vezes chamei a aeromoça para me trazer uma soda. Por incrível que pareça, toda aquela celulite injetada no meu organismo me faz ficar mais calma do que um comprimido calmante.
Após quatro latinhas de soda e mais um saquinho de amendoins, eu estava em solo curitibano. “É agora ou nunca” eu pensei. Por mais esperado que fosse eu não consegui conter as minhas lágrimas quando eu fui recepcionada por um abraço caloroso da minha amiga distante, a Theany. Parecia realmente um sonho se tornando realidade, aaaah como eu gostava daquela baixinha! Já me ajudou em tantas coisas, e talvez se não fosse por ela eu não estaria ali, indo encontrar a pessoa que eu mais amo.
Eu não tinha palavras naquele momento, mas eu até tentei arriscar.
- Theeee, eu não acredito, é você mesma... Como você é linda.
- Maaaay, sou eu cara! E você ta aqui, em Curitiba meu! – disse ela me abraçando.
Após toda aquela saudação calorosa, resolvemos pegar um táxi. Depois de quase me obrigar, a Theany iria me levar pra casa dela, eu iria passar o tempo que precisasse lá.
Quando chegamos lá a casa estava vazia, se não me engano a mãe dela tinha ido viajar a negócios e a irmã tinha viajado com as amigas. Melhor assim, não precisaria passar pela fase de cumprimentos. Se existe uma pessoa que não se agüenta dentro das calças de vergonha, essa pessoa se chama Mayara.
Consegui me acomodar bem na casa dela, era uma casa bem receptiva e bem confortável, digamos que me senti bem à vontade. Arrumei as minhas coisas e desci para a cozinha, a Theany tava preparando alguma coisa pra gente comer, mas depois de me empanturrar de tanta Soda e amendoins, não havia espaço nem pra mais um grão de arroz.
Enquanto eu a ajudava limpar os vestígios das suas artes culinárias, o telefone toca:
- Não Larissa, hoje eu não posso... Eu estou com visita aqui em casa – percebi uma piscadela em minha direção – outro dia a gente marca algo. Ok, tchau.
- Às vezes eu esqueço que você é amiga da emoxinha do Lucas. – eu disse enquanto ela se aproximava.
- É, a gente anda meio distante... E ela só liga pra mim quando ela ta mal, ou quando ela briga com o Lucas.
- Então ele deve ter terminado com ela – não pude conter o sorriso de formando no canto da minha boca
- Não duvido nada, do jeito que a Larissa é manhosa e chata. – eu percebi um sorriso vindo dela também. – Mas enfim, você não veio aqui pra gente ficar falando sobre ela não é?
- Você tem razão, não vou perder meu precioso tempo falando dela.
Terminamos de arrumar a cozinha e fomos para o quarto. Era tão natural conversar com a The, algo sempre me dizia que existia algo entre a gente que se conectava. Por isso nem vimos a hora voar e já se passavam das 17:00h, eu precisava chegar na porta do cursinho do Lucas antes dele, e principalmente... Antes da Larissa.
Consegui me arrumar em menos de dez minutos e saímos. Eu já não agüentava mais de tanta ansiedade. Como seria o rosto dele? A respiração? Será que ele me abraçaria? Ou talvez ele pudesse ficar bravo por eu estar aqui sem tê-lo avisado. Mas não me importava, não me importava nem o fato de ele não me querer mais, tudo que eu mais almejava era poder senti-lo perto de mim por apenas algumas frações de segundo.
Esse conto foi escrito a partir de uma sequência de sonhos que tive e foi concluido mais ou menos no meio de 2008. Foi minha primeira experiência com contos por isso logo digo, não está lá aquela perfeição.
Outra coisa: Usei nomes reais. Não gosto muito de ver esses nomes agora, após dois anos da conclusão. Porém, mudá-los fará com que a essência se perca.
E pra concluir, sei que são poucos os leitores.. Mas espero que gostem. Foi escrito inteiramente com o coração e baseado nos sonhos de uma adolescente inocente.
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Segunda feira, mais um dia de tortura escolar. Eu ainda não sabia como iria agüentar ficar 4 horas da minha vida ouvindo sobre Getulio Vargas ou sobre como achar a área total do tronco da pirâmide. Mas por algum milagre eu sobrevivi, ou talvez porque era naquele dia que eu iria vê-lo.
Meio dia em ponto o sinal para a minha liberdade tocou, em questão de segundos eu estava lá fora dando tchau para meus amigos, ou seria um adeus? Eu precisava correr, meu vôo estava marcado para as 15h00min e eu ainda precisava almoçar. Como se realmente algo fosse descer pela minha garganta e ficar quietinho no meu estomago. Mães, elas sempre podem nos obrigar.
Eram 14h50min e eu não conseguia acreditar que estava ali, sentada no banco dentro do aeroporto, com um vôo marcado para Curitiba. Sim, finalmente eu iria conhecê-lo. As chances de tudo isso dar errado eram enormes, afinal, eu não tinha nem sequer avisado a ele que eu iria visitá-lo. E se a hora que eu chegasse ele estivesse dando uns amassos na namorada dele? Seria terrivelmente aterrorizante ver essa cena. Será que meu coração agüentaria?
Quem diria que um vôo de 40 minutos iria durar como se fosse uma eternidade. Eu já não me agüentava quieta, perdi a conta de quantas vezes chamei a aeromoça para me trazer uma soda. Por incrível que pareça, toda aquela celulite injetada no meu organismo me faz ficar mais calma do que um comprimido calmante.
Após quatro latinhas de soda e mais um saquinho de amendoins, eu estava em solo curitibano. “É agora ou nunca” eu pensei. Por mais esperado que fosse eu não consegui conter as minhas lágrimas quando eu fui recepcionada por um abraço caloroso da minha amiga distante, a Theany. Parecia realmente um sonho se tornando realidade, aaaah como eu gostava daquela baixinha! Já me ajudou em tantas coisas, e talvez se não fosse por ela eu não estaria ali, indo encontrar a pessoa que eu mais amo.
Eu não tinha palavras naquele momento, mas eu até tentei arriscar.
- Theeee, eu não acredito, é você mesma... Como você é linda.
- Maaaay, sou eu cara! E você ta aqui, em Curitiba meu! – disse ela me abraçando.
Após toda aquela saudação calorosa, resolvemos pegar um táxi. Depois de quase me obrigar, a Theany iria me levar pra casa dela, eu iria passar o tempo que precisasse lá.
Quando chegamos lá a casa estava vazia, se não me engano a mãe dela tinha ido viajar a negócios e a irmã tinha viajado com as amigas. Melhor assim, não precisaria passar pela fase de cumprimentos. Se existe uma pessoa que não se agüenta dentro das calças de vergonha, essa pessoa se chama Mayara.
Consegui me acomodar bem na casa dela, era uma casa bem receptiva e bem confortável, digamos que me senti bem à vontade. Arrumei as minhas coisas e desci para a cozinha, a Theany tava preparando alguma coisa pra gente comer, mas depois de me empanturrar de tanta Soda e amendoins, não havia espaço nem pra mais um grão de arroz.
Enquanto eu a ajudava limpar os vestígios das suas artes culinárias, o telefone toca:
- Não Larissa, hoje eu não posso... Eu estou com visita aqui em casa – percebi uma piscadela em minha direção – outro dia a gente marca algo. Ok, tchau.
- Às vezes eu esqueço que você é amiga da emoxinha do Lucas. – eu disse enquanto ela se aproximava.
- É, a gente anda meio distante... E ela só liga pra mim quando ela ta mal, ou quando ela briga com o Lucas.
- Então ele deve ter terminado com ela – não pude conter o sorriso de formando no canto da minha boca
- Não duvido nada, do jeito que a Larissa é manhosa e chata. – eu percebi um sorriso vindo dela também. – Mas enfim, você não veio aqui pra gente ficar falando sobre ela não é?
- Você tem razão, não vou perder meu precioso tempo falando dela.
Terminamos de arrumar a cozinha e fomos para o quarto. Era tão natural conversar com a The, algo sempre me dizia que existia algo entre a gente que se conectava. Por isso nem vimos a hora voar e já se passavam das 17:00h, eu precisava chegar na porta do cursinho do Lucas antes dele, e principalmente... Antes da Larissa.
Consegui me arrumar em menos de dez minutos e saímos. Eu já não agüentava mais de tanta ansiedade. Como seria o rosto dele? A respiração? Será que ele me abraçaria? Ou talvez ele pudesse ficar bravo por eu estar aqui sem tê-lo avisado. Mas não me importava, não me importava nem o fato de ele não me querer mais, tudo que eu mais almejava era poder senti-lo perto de mim por apenas algumas frações de segundo.
domingo, 6 de junho de 2010
É inevitavel ter medo do fim.
E ainda mais inevitável ter medo do incerto.
Bom, pelo menos pra mim.
Quando as oportunidades aparecem e vamos agarrando-as pouco a pouco, qual tamanho da dor quando tudo isso terminar?
Você se achava tão forte quando falava que era fácil não se apegar, era fácil não criar um rotina. Mas quando você menos espera.. Ai está! Você mesmo caindo em contradição e se deixando envolver por aquilo que mais temia.
E ai, tudo parece bem. A vida segue e a rotina começa. Você se apega e em um certo tempo percebe que sem aquilo.. Algo falta. Você percebe que aquela pessoa te completa de alguma forma. E bom.. O destino vem pregar uma peça, né? Porque é claro, ele não poderia faltar nesse jogo.
Coisas inevitáveis acontecem, não temos para onde correr. A vida nos impôs, precisamos cumprir.
Mas algo que não pode ser esquecido: mesmo com a rotina e todas as coisas boas que esse tempo nos trouxe, haviam problemas para enfrentar. Estávamos na ilusão de que isso ainda não havia nos atingido.. Porém, estávamos completamente apoiados na rotina, sem perceber que a vida é incerta e que os caminhos mudam quando menos esperamos.
E ai.. caímos. Caímos na realidade de que não vai ser tão fácil assim quando pensavamos.
E agora? Bom, é agora que vamos saber se somos fortes o suficientes para ficarmos juntos. Se a nossa vontade um do outro é igualável a vontade de lutar contra a saudade excessiva e o pouco tempo que vamos ter um pro outro.
E com tudo isso surge o medo. O medo do fim.
Aquele medo inevitavel de uma ou ambas as partes não serem fortes o suficiente. Aquele medo do fantasma da fraqueza.. Medo dele vir nos assombrar. Medo, medo, medo. Traiçoeiro medo.
E o que nos resta? Esperar. Deixar que o tempo nos dê essas respostas.. Se elas existirem.
Mas como diria Isabella Swan.. "Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas.. É irracional se lamentar quando isso chega ao fim."
E aqui eu paro, antes que coisas que não precisam ser ditas escapem dentre meus dedos.
Bom, pelo menos pra mim.
Quando as oportunidades aparecem e vamos agarrando-as pouco a pouco, qual tamanho da dor quando tudo isso terminar?
Você se achava tão forte quando falava que era fácil não se apegar, era fácil não criar um rotina. Mas quando você menos espera.. Ai está! Você mesmo caindo em contradição e se deixando envolver por aquilo que mais temia.
E ai, tudo parece bem. A vida segue e a rotina começa. Você se apega e em um certo tempo percebe que sem aquilo.. Algo falta. Você percebe que aquela pessoa te completa de alguma forma. E bom.. O destino vem pregar uma peça, né? Porque é claro, ele não poderia faltar nesse jogo.
Coisas inevitáveis acontecem, não temos para onde correr. A vida nos impôs, precisamos cumprir.
Mas algo que não pode ser esquecido: mesmo com a rotina e todas as coisas boas que esse tempo nos trouxe, haviam problemas para enfrentar. Estávamos na ilusão de que isso ainda não havia nos atingido.. Porém, estávamos completamente apoiados na rotina, sem perceber que a vida é incerta e que os caminhos mudam quando menos esperamos.
E ai.. caímos. Caímos na realidade de que não vai ser tão fácil assim quando pensavamos.
E agora? Bom, é agora que vamos saber se somos fortes o suficientes para ficarmos juntos. Se a nossa vontade um do outro é igualável a vontade de lutar contra a saudade excessiva e o pouco tempo que vamos ter um pro outro.
E com tudo isso surge o medo. O medo do fim.
Aquele medo inevitavel de uma ou ambas as partes não serem fortes o suficiente. Aquele medo do fantasma da fraqueza.. Medo dele vir nos assombrar. Medo, medo, medo. Traiçoeiro medo.
E o que nos resta? Esperar. Deixar que o tempo nos dê essas respostas.. Se elas existirem.
Mas como diria Isabella Swan.. "Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas.. É irracional se lamentar quando isso chega ao fim."
E aqui eu paro, antes que coisas que não precisam ser ditas escapem dentre meus dedos.
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